
O termo "nativos digitais" refere-se às pessoas que já nasceram na era digital, e se opõe aos "imigrantes digitais", ou aqueles que conheceram o mundo antes da internet. O palestrante americano mostrou uma foto sua em 1970, com um violão, e depois outra atual, com um tablet. Na sua percepção, os nativos digitais têm mais facilidade de adaptação.
Vamos analisar um pouco. Considere um jovem de 15 anos e um adulto de 40. O jovem consegue estudar para uma prova, ao mesmo tempo está com a televisão ligada e ouvindo algum programa de sua preferência. Ele consegue absorver as informações da televisão enquanto estuda. O adulto tem dificuldade para realizar as duas ações conjuntas, ele estuda ou assiste as notícias do telejornal. Conclusão: o jovem consegue absorver informações de duas fontes diferentes ao mesmo tempo, com mais facilidade que o adulto.
O paralelo acima mostra que os jovens de hoje não aprendem numa estrutura linear, como era antigamente, “eles possuem mentes hipertextuais” (MATTAR, 2010, p.10). Pessoas nascidas a partir da década de 80 são consideradas “Nativos Digitais”, pois nasceram inseridos numa sociedade rodeada de tecnologia. Prensky (apud MATTAR, 2010, p.10) desenvolveu este conceito (muitos outros autores desenvolveram teorias semelhantes).
Com base nestas informações, veja como é desafiador o ato de ensinar a essa nova geração.
Será que os métodos tradicionais de ensino e currículo que vêm sendo passados em sala de aula atendem às necessidades de aprendizagem dos Nativos Digitais? Segundo Mattar:
Nossos professores, imigrantes digitais, falam uma linguagem desatualizada (aquela da era pré-digital) e estão lutando para ensinar uma população que fala uma linguagem inteiramente nova. O currículo tradicional inclui leitura, escrita, aritmética e raciocínio lógico, dentre outros conteúdos, enquanto o currículo do futuro deveria incluir também software, hardware, robótica, nanotecnologia e genoma, assim como ética, política, linguagens e outras questões que os acompanham – mas quantos imigrantes digitais estão preparados para ensiná-los? (MATTAR, 2010, p. 10)
Mattar lança uma pergunta digna de reflexão. Vejamos, a Web trouxe facilidade na disseminação de informações e possibilidade de autoria, que, certamente, traz ganhos educacionais para professores e alunos. Porém, essas opções ainda não estão sendo utilizadas com eficiência nas salas de aula presenciais ou a distância. Essa deficiência tecnológica se dá por alguns motivos:
• Falta de apoio em âmbito municipal, estadual ou até mesmo nacional;
• Falta de estrutura, recursos e equipamentos (salas de informática, televisões, computadores, entre outros);
• Falta de interesse tecnológico por parte dos educadores;
• Falta de capacitação dos educadores e técnicos, entre outros.
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